quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Neste dia em 2001…

Em virtude do desabamento das torres gêmeas do World Trade Center (causado pelo impacto dos aviões), irrompia os ataques do 11 de setembro. Um monte de gente que estavam lá nas torres norte e sul do World Trade Center morreram durante os ataques. Vamos orar para o Senhor Deus em intenção aos nossos amigos e familiares que estavam lá há doze anos, mas que agora estão nos céus. 
P.S.: Nova York (EUA) nunca mais foi o mesmo (nem os cinco continentes) depois dos ataques do 11 de setembro daquele ano. 

domingo, 8 de setembro de 2013

Neste dia em 1966...

A série de tevê Jornada nas Estrelas: A Série Clássica (Star Trek: The Original Series, 1966-1969, 79 episódios), criada por Gene Roddenberry (1921-1991), estreou na rede de televisão americana NBC com o episódio "O Sal da Terra" (The Man Trap). A série deixou de ser apenas um programa de televisão para se tornar parte da cultura popular americana. Mas a série teve que enfrentar duras batalhas antes de alcançar o sucesso. Com o programa de tevê, nasceu a franquia Star Trek, que é enorme e continua duradoura até hoje, conforme vou contar mais adiante. 

A série se passa na segunda metade dos anos 60 do Século 23 quando o Capitão James T. Kirk, o Primeiro-Oficial Spock (único vulcano no comando) e toda a tripulação a bordo da USS Enterprise viajam pelo espaço em sua missão de cinco anos, "audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve" (conforme diz o monólogo narrado por William Shatner que abre cada episódio). 

Star Trek foi tirada do ar após três temporadas (o último episódio foi Turnanout Intruder, que foi ao ar em 3 de junho de 1969) no mesmo ano (1969) do primeiro pouso do homem na Lua. As reprises de Star Trek permaneceram ininterruptamente no ar desde o cancelamento da série, em 1969, seja na televisão americana, seja no exterior. No Brasil, o programa começou a ser exibido em 1968, na extinta TV Excelsior (depois na Manchete, em 1991 e a partir de 2011 na RedeTV!, agora toda remasterizada). A partir de 2006, a CBS decidiu dar uma polida em seu principal produto, para torná-lo ainda mais duradouro. A companhia tocou uma remasterização completa da série original, relançando os velhos episódios com imagens cristalinas e - o que é surpreendente - novíssimos efeitos visuais. Os "novos" segmentos foram exibidos primeiro na sindicação, nos EUA, e depois encontraram seu novo lar no mercado de DVDs e em seus sucessores, os Blu-Rays de alta definição. O resultado é a edição remasterizada e turbinada (do jeito que a gente gosta) da série Jornada nas Estrelas: A Série Clássica, que vocé assiste ou na RedeTV! em HD ou em DVD ou em Blu-Ray.

Tem mais: Jornada nas Estrelas: A Série Clássica teve 79 episódios. Desde a sua estreia, em 1966, até agora, foram produzidos:
- 12 filmes para cinema (seis deles focados no elenco original e dois mais recentes dirigidos por J. J. Abrams);
- quatro séries derivadas: TNG, DS9, VOY e ENT (cinco, se contarmos a série animada TAS dos anos 70). 

Vida longa e próspera… e embarque nessa! 

sábado, 7 de setembro de 2013

A Floresta de Esmeraldas: O Despertar

Em 1985, Tommy Markham (Tome), o filho de um engenheiro estadunidense (Bill Markham) raptado por indígenas (o povo invisível) havia dez anos (e perdido numa floresta amazônica), perdeu seu pai, vítima da destruição da hidrelétrica, onde estavam (e ainda estão) o local distante, onde exatamente estão as esmeraldas.
Trinta anos depois, em 2015, os índios nos deram a esmeralda, a pedra preciosa sagrada que, quando usado para nos tornarem invisíveis aos inimigos que querem nos atacar, lhe serve de "arma sagrada e invisível" para nossa defesa. 
A história começa na Amazônia, localizada na Região Norte do Brasil, onde está a idílica Floresta de Esmeraldas, onde vive o povo indígena, autodenominado "povo invisível" graças ao pó de esmeraldas, usadas no ritual xamânico indígena. Murilo Carvalho, um amante da natureza, viajou de São Paulo até Manaus para um passeio em plena selva amazônica. Ao chegar lá, descobre uma floresta aparentemente idílica, com lagoa e cachoeira cristalina de tirar o fôlego. E numa lagoa cristalina, Murilo viu uma mulher nadando nua, sem roupa nenhuma, esbanjando sensualidade enquanto ela nadava debaixo d'água. Era Itanayá, filha de Tome e de uma bela mulher indígena (Itanayá era de parentesco caucasiano e indígena), disposta a ajudar Murilo (que se encantou com uma garota) nesse lance. Itanayá acabava de sair da lagoa cristalina e vestia seus trajes quando Murilo a conheceu. Murilo perguntou como ela se chamava e ela respondeu:
"- Meu nome é Itanayá, filha de Tome e de Nara. Meu pai é branco e minha mãe é indígena. Eu sou filha do sol e das águas refletidas pela luz que cintilam com um brilho. Você está à procura da esmeralda?"
"- Estou - disse Murilo.
Não foi preciso muito tempo para que Murilo fosse conduzido por Itanayá na aldeia do povo invisível como visitante. Lá, os índios receberam o visitante Murilo com boas-vindas e o orientaram com o oráculo xamã indígena, dizendo as seguintes palavras ditas por um pajé da região:
"- Murilo, hoje você vai conseguir o que você quer: vai encontrar a preciosa esmeralda no lugar em que você vai achar. É lá onde colhemos os estilhaços de esmeralda para produzir o pó para nos manter invisíveis - conforme seguimos as instruções do nosso ritual xamãnico - para que o povo feroz não nos veja. Quando você encontrar a esmeralda, você fará dela seu tesouro e seu amuleto e, se esses bandidos agirem com você, use sempre a esmeralda. Ela será um talismã pra você."
Murilo, ajudado por Itanayá, vai às minas de esmeralda (exatamente aonde tinha a usina hidrelétrica que já foi destruída há três décadas). Enquanto Itanayá se cobria de pó de esmeralda para se tornar "invisível" e acabar com os ferozes (Itanayá também tinha dons de usar o pó de esmeralda para rituais xamânicos indígenas e era encantadora da flor vitória-régia), Murilo cumpriu o que o pajé tinha previsto: encontrou a esmeralda mais preciosa da Amazônia! Então Murilo saiu da mina, fugiu com Itanayá para um lugar bem seguro e foi com ela até a aldeia, mas o mesmo não aconteceu com os índios do povo feroz: ao menos 35 índios cruéis foram esmagados pela avalanche de rocha pesada.
Na aldeia, Murilo agradeceu ao pajé e ao pai de Itanayá, Tome, por ter encontrado a esmeralda. O pajé abençoou Murilo com as seguintes palavras:
"- Que o seu único Deus abençoe você e que com as bênçãos da natureza você seja mais corajoso. Vá. E seja feliz."
E assim Murilo deixou a floresta - e Itanayá, sua companheira de aventuras - e, muito satisfeito, voltou de Manaus para São Paulo são e salvo com sua esmeralda que também lhe serviu de amuleto para muitas bênçãos divinas e fez da esmeralda um tesouro, algo milagroso que veio da Amazônia. Enquanto Murilo olha para a esmeralda no fim da tarde em São Paulo, na Amazônia, em plena lagoa cristalina em noite de lua cheia, vimos Itanayá mergulhando nas águas da lagoa, nadando nua embaixo d'água, aproveitando o encanto e a magia das águas da lagoa junto à floresta esmeraldada. 



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Trívia:

 
A esmeralda é a mais nobre das pedras preciosas, altamente apreciada como gema e o preço por quilate a coloca entre as pedras mais valiosas do mundo e elas são úteis pois ajudam a identificar a gema e podem indicar sua procedência. A etimologia da palavra "esmeralda" pode provir do grego smaragdos e do hindu antigo, de significado "pedra verde". Em hebraico, também é chamada de nophekh pois de acordo com a Bíblia (no capítulo 28 versículo 10 do Livro do Êxodo) a esmeralda representa a Tribo de Rúben (a esmeralda, junto com as outras 11 pedras preciosas, representam as 12 tribos de Israel). Há muitas referências sobre a esmeralda na cultura popular, incluindo a menção da palavra "esmeralda" do Prisma Flash de Green Star (Luna Viridis Smaragdi) - como na série Supernova Flashman e também no filme britânico The Emerald Forest (1985), a qual baseia o conceito e este conto.


O conceito baseado no filme com o mesmo nome, "A Floresta de Esmeraldas", foi criado e escrito por mim no dia 20 de fevereiro de 1996 e originalmente falava de turistas que recebiam ajuda de ninfas da floresta (Murilo foi incluído nesse conceito). Mas o rascunho daquele conceito fui eu que engavetei em março de 1998, só tirando da gaveta no início de setembro deste ano. 

Dos personagens desse conceito, só Murilo e o cenário da floresta sobreviveram e Murilo passou por uma transformação: de bandido do conceito virou mocinho e heroi deste conto. Para este conto, uma nova personagem, a bela e sensual Itanayá, foi criada. E assim foi criado este conto (e também esta sequela), A Floresta de Esmeraldas: O Despertar, cujos temas são descoberta de uma joia rara, milagres amazônicos, natureza, ecologia e amizade, além de ambientalismo e ecologismo. 

Este conto estabelece que, assim como na prequela de 1985, os índios "invisíveis" da Amazônia utilizam um pó a base de esmeraldas para supostamente adquirirem o poder da invisibilidade, mesmo que as esmeraldas estejam em um local distante.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Aniversariante do mês de setembro: Kihachirō Uemura

Hoje é o níver do ator que eternizou Dai/Green Flash (tanto na série quanto na vida real: estamos falando de Kihachirō Uemura.

Com 34 anos de carreira, Kihachirō-san começou como stuntman pouco antes de atuar em séries de televisão e vários filmes. Já treinou artes marciais no Japan Action Club (agora Japan Action Enterprises) antes de atuar na série Supernova Flashman em 1986 e foi no que ele fez: ele interpreta Dai/Green Flash, um sentai verde bom de porrada e uma pessoa encantadora e muito valente. (Note em todas as cenas os murros que Dai faz contra esses inimigos, seja com os Knuckle Guards - um tipo de soco inglês - , seja com o Prisma Kaiser - cujos ataques são o Rolling Knuckle e Super Piston.) E desde então ele se tornou o segundo membro dos Flashman depois de Jin e antes de Bun, Sara e Lou (dentro e fora da telinha) - e ao longo dos anos Kihachirō também atuou em outras séries e filmes, além de se tornar um dublador de primeiro-time do universo animê também.

O retorno triunfal dele e de seu personagem aconteceu em 2012 no episódio de Kaizoku Sentai Gokaiger, "O Maior Tesouro do Universo", em que os Gokaiger conhecem Takayuki Hiba/Vul Eagle (Sun Vulcan), Shō Hayate/Change Griphon (Changeman), o próprio Dai/Green Flash (Flashman), Akira/Blue Mask (Maskman) e Remi Hoshikawa/Turbo Yellow (TurboRanger) que lhes dão o grande poder de cada um dos sentais. Ainda em 2012, nosso Green Flash salvou a vida de um senhor de idade em plena estação de metrô (e deu nas manchetes dos jornais e sites da internet!) e foi aí que mostrou ser um heroi de verdade! E não é a toa que o Sr. Uemura é um heroi e tanto - ainda mais o eterno Dai!

Dê uma olhada nas fotos do eterno protagonista de Supernova Flashman, de 1986 aos dias de hoje! 


 
De jaqueta verde com detalhes vermelho e preto, camisa regata, calça preta de poliéster e bota verde-escuro que compõem o visual futurista e chique, o eterno Dai mostra que ele é forte mesmo! (VFX acrescentado com photoshop por Tatianna Raquel) 


Quando ele dá um tempo nas roupas futuristas (só por enquanto), ou ele veste umas roupas frescas (camisa regata e calça maneira) ou de meia-estação (a jaqueta verde comum combina com as roupas terrestres dele). 





Em 2012, ele voltou a vestir roupas futuristas, só que dessa vez em nova roupagem: a jaqueta verde dele (com detalhes vermelhos) foi redesenhado especialmente para este século 21, a era da internet que é hoje. Ele também foi um dos cinco convidados do episódio de Kaizoku Sentai Gokaiger "O Maior Tesouro do Universo" e, para o alívio e alegria dos fãs, o eterno Green Flash voltou com toda força!

Pra concluir a postagem de hoje, eis aqui  mais 3 fotos que eu postei do Kihachirō Uemura, o Dai/Green Flash.








P.S.: Prisma Flash!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Música favorita do mês: "Electric Youth"

Electric Youth, hit da total autoria da cantautora e atriz Deborah Gibson (hoje com 43 anos), foi lançado como single em 18 de abril e 1989 no Reino Unido e 26 de junho do mesmo ano nos EUA respectivamente. O single oriundo de seu CD do mesmo nome se tornou uma de suas músicas mais famosas, alcançando o número 11 nas 100 mais tocadas da Billboard e número 14 na parada de singles do Reino Unido. O sucesso foi tanto que a Revlon lançou seu perfume com esse nome.
 

Deborah Gibson tinha feito a canção como uma declaração sobre como os jovens daquela época foram vistos e como suas ideias eram muitas vezes ignoradas. Como uma própria adolescente, ela acreditava firmemente que as crenças e ideias mantidas por jovens eram tão importantes quanto as realizadas por adultos e a canção lembrou dessas pessoas. Ele também lembrou que a juventude atual se tornaria a próxima geração de adultos.


E essa música marcou muito minha época quando eu escutei na rádio Tri FM (105,5 MhZ) e vai ser sempre lembrada como um sinônimo de sentir-se jovem a cada dia. Espero que vocês gostem dessa canção que falem de jovens que serão adultos um dia - como eu me tornei há tanto.


ELECTRIC YOUTH
Letra e música de Deborah Gibson

VERSE 1:
Zappin' it to ya
The pressure's everywhere
Goin' right through ya
The fever's in the air
Oh yeah, it's there!
Don't underestimate the power of a lifetime ahead

CHORUS:
Electric youth the power, you see the energy
Comin' up
Coming on strong
The future only belongs to the future itself/in the hands of itself and the future is
Electric youth
It's true you can't fight it
Live by it the next generation... it's electric

VERSE 2: We've got the most time to make the world go round
Oh, can you spare a dime?
Place your bet on our sound
Come back to town
Don't lose sight of potential mastermind
Remember when you were young

CHORUS

Electric youth the power, you see the energy
Comin' up
Coming on strong
The future only belongs to the future itself/in the hands of itself and the future is
Electric youth
It's true you can't fight it
Live by it the next generation...
it's electric

BRIDGE:
We do what comes naturally (naturally!)
You see now wait for the possibility
Don't you see a strong resemblance to yourself? (oh...)
Don't you think what we say is important?
Whatever it may be...
The fun is gonna start with me 'cause I'm bringing it back...

CHORUS
Electric youth the power, you see the energy
Comin' up
Coming on strong
The future only belongs to the future itself/in the hands of itself and the future is
Electric youth
It's true you can't fight it
Live by it the next generation...
it's electrifying

Take it Fred!

CHORUS

Electric youth the power, you see the energy
Comin' up
Coming on strong
The future only belongs to the future itself/in the hands of itself and the future is
Electric youth
It's true you can't fight it
Live by it the next generation...
it's electric, it's electric, it's electric

CHORUS
Electric youth the power, you see the energy
Comin' up
Coming on strong
The future only belongs to the future itself/in the hands of itself and the future is
Electric youth
It's true you can't fight it
Live by it the next generation...
inflation flirtation relaxation elation generation of an electric youth!

 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Aniversariante do mês de agosto: Tōta Tarumi

Quem já é fã da série Supernova Flashman e conhece tudo sobre o carismático Jin/Red Flash, vai dar uma olhada neste artigo especial que preparamos para celebrar hoje o aniversário dele. Estamos falando do ator renomado nascido no Japão e o eterno Red Flash: Tōta Tarumi.


Nascido em 29 de agosto de 1958, Tōta é um dos atores de renome e um modelo fashion de Tóquio. O nome verdadeiro dele é Tōta Agawa. 

Com mais de 30 anos de carreira, ele já atuou (e atua até hoje) em séries de tevê, filmes (seu trabalho no cinema foi Yume no onna, de 1993, a qual foi premiado no Festival de Berlim) e peças de teatro. Mas foi no seriado tokusatsu Supernova Flashman em que ele mais se consagrou como o personagem Jin/Red Flash a partir daí. Além de atuar, suas paixões são a caminhada, a fotografia, a culinária e a cerimônia do chá.

Veja as fotos do eterno Red Flash, de 1986 aos dias de hoje!


Um simples sorriso no rosto: era 1986 quando o eterno Jin/Red Flash usava uma tiara-bandana prateada com detalhe vermelho, meio futurista, meio esportivo, inteiro descolado…


…que combine com suas roupas futuristas mais chiques: jaqueta assimétrica branca com laranja, bracelete, macacão preto com detalhes vermelho e branco e botas brancas. Combinação perfeita que todo cosplayer sonha em ter (e que atualmente já pode ser moda, ainda mais um estilo pra lá de futurista - e a gente adora as roupas futuristas dele)! 


Quando ele dá um tempo nas roupas futuristas mais chiques, ele veste roupas casuais (e "terrestres", por assim dizer): seja roupas frescas pra refrescar o verão… 


…seja roupas de meia-estação (uma blusa com capuz, um blazer e até uma calça jeans) para esquentar até o frio do inverno. (Pra variar um pouquinho, né?)

Pra terminar, eis as três fotos mais recentes do eterno Red Flash! 






quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tatianna Raquel Podcast Ep. 03: "Renascendo o tokusatsu"

Olá, gente! Fala Tatianna Raquel e este é o meu podcast, aqui neste blog. Cada quinzena um assunto diferente pra você ficar bem informado no que rola por aí (acompanha também a versão em áudio, disponível em Mp3 para baixar e escutar no iPod Touch, no iPhone ou no Tablet.
Bom divertimento!

Ação, emoção, aventura e muita porrada influenciada pelas artes marciais: estamos falando de tokusatsu, vindo do Japão, a Terra do Sol Nascente. No fim da década de 80, os japas trouxeram os metal heroes, os Kamen Riders e os super sentais pra cá: surgiu a partir daí uma nova safra japonesa de tokusatsu; e de acordo com Luiz André Alzer e Mariana Claudino, todos foram exibidos no Clube da Criança na TV Manchete (que ao longo do tempo e depois de extinta, é hoje a RedeTV!) e nos outros canais abertos. Hoje os tokusatsu podem ser vistos seja no canal de TV a cabo em alta definição, seja via internet, seja em DVD ou Blu-Ray.

A priori essa criação do meu livro O Astro do Dragão (1992), eu assistia na TV as séries tokusatsu Kyojuu Tokusou Juspion, Dengeki Sentai Changeman, Sekai Ninja Sen Jiraiya entre tantos outros. Um ano depois, em 1989, o que mais me chamou atenção foi a décima série super sentai, Choushinsei Flashman e não demorou muito para que eu assistisse o seriado tokusatsu na íntegra… e acabei me tornando fã dos Flashman a partir daí. Eu me lembro que no fim dos anos 80 e início dos 90, minha mãe e eu íamos à casa da Janaína no Campo Grande (Santos, SP) pra assistir com Janaína as séries de tokusatsu em VHS (houve uma época em que não havia DVD ou Blu-Ray pra assistir filmes) e de um jeito ou de outro, quando fui á banca comprar um álbum de figurinhas de tokusatsu pra lá de japa, eu sabia que eu bancaria a "otaku feminina ocidental" só de incrementar animês assim. 

O que ninguém sabia era que, no verão de 1990, eu e minha mãe fomos às Americanas do Centro da cidade comprar um Prisma Laser (que era a nova febre do início dos 90 e que hoje é uma relíquia preciosa que todo colecionador como eu deseja ter) e no ano seguinte, enquanto eu estudava no Colégio Leão XIII, ganhei de meus colegas a trilha sonora da série Supernova Flashman. Hoje eu tenho o Prisma Laser comigo e toda a coleção deles, toda pesquisada pela internet e bem guardada, até a trilha sonora original em Mp3 e a série completa em DVD ou Blu-Ray.

E enquanto os filmes Ghost e Dança com Lobos estavam em cartaz e tocavam nas airwaves os hits "Repetition" do Information Society e "Pump Up the Jam" do Technotronic, lá estavam, além de Juspion e Changeman, os metal heroes Spielban, o Guerreiro Dimensional, Sekai Ninja Sen Jiraiya, e o Policial Tático Jiban, o Kamen Rider Black e os super sentais Supernova Flashman e o Esquadrão da Luz Maskman. Enquanto Madonna arrasava em seu hit "Erotica" e o filme My Girl passava nos cinemas, os Policiais do Espaço Gavan, Sharivan e Shaider, Metalder e Goggle Five tomavam conta da tevê, mas os melhores são os metal heroes Winspector e Janperson e Solbrain, o Kamen Rider Black RX e os super sentais Liveman, Turboranger, Fiveman, Jetman, Zyuranger, etc. Céline Dion com "My Heart Will Go On", Britney Spears, Justin Timberlake, Usher e Snoop Dogg tomavam conta das airwaves - junto com os filmes Matrix e Harry Potter - entre o fim dos anos 90 e da década de 2000 em diante, mas eu me lembro que Kamen Rider OOO e Kamen Rider Decade estavam lá, junto com os super sentais - de Gaoranger a Abaranger, de Magiranger a Shinkenger. E tudo isso no início deste terceiro milênio, do Século 21. (N. da A.: Só a partir desse período pós-11 de setembro, Hurricanger se tornou o primeiro super sentai a "sobreviver os ataques do 11 de setembro" daquele ano, 2001.) Nesta década de 2010, quando a internet continua a se expandir mundo afora, enquanto de filmes em 3D ou IMAX como O Homem de Aço de Zack Snyder e nas airwaves "Call me Maybe" da Carly Rae Jensen, lá estão os Kamen Riders Fourze e Wizard e os super sentais Goseiger, Gokaiger, Go-Busters e Kyoryuger, que agora podem ser vistos, junto com os tokusatsu de ontem e hoje, em DVD, Blu-Ray ou pelo YouTube.

Redescobri o tokusatsu 25 anos depois - através das pesquisas no Wikipédia e no site de busca do Google - , descobri até o (Kaizoku Sentai) Gokaiger, descobri os atores talentosos do tokusatsu (Tōta Tarumi, inclusive), consegui a trilha sonora da série super sentai (cujo temático são as estrelas), descobri a trilha sonora tokusatsu (e tudo isso pela internet) e mais uma vez reatei com os Flashman - não só para relembrar minha adolescência, mas também pra explorar um monte de coisas. Até os Gokaiger fazem parceria com os Flashman e todos os outros super sentais (como Goranger, Sun Vulcan e muito mais). E espero que você compartilhe com quem você gosta (e comigo) o tokusatsu - composto de metal heroes, Kamen Riders e super sentais.

Falando em super sentais, eis aqui uma música que fala deles; "Super Sentai Hero Getter", na interpretação do Project.R!




Vocês entenderam, né? E lembrem-se: o livro Changeman, Juspion, Jiraiya e Cia. (Editora Matrix - Autor: João Lobato) - cujo tema é tokusatsu, está a venda nas livrarias como Martins Fontes e Saraiva Megastore. Adquira já esse livro e boa leitura!