sábado, 15 de março de 2014

Soneto 18 (William Shakespeare)

Será que eu te comparo a um dia de verão?
Mais lindo és tu, mais constante é a tua perfeição.
Ventos ásperos desfolham os botões de rosa-de-maio
E o verão é de curtíssima duração.

Às vezes o sol esquenta bastante,
Outras por trás das nuvens passa a clareza;
E em certo momento o que é lindo perderá sua beleza,
Pela tristeza ou pelas leis da Natureza.

Mas tua aparência jovem não chegará ao fim,
Nem mesmo a posse da tua beleza,
Nem a morte reinvidica por conta própria,

Porque no meu eterno verso tu viverás com certeza.
Enquanto houver um monte de gente neste lugar,
Este poema será o mesmo e imortal lhe fará.


(Tradução de Tatianna Raquel)