quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Riyu Tyango, o Astro do Dragão


Quando eu tinha catorze anos,
Eu desenhei teu esboço no papel A4,
Várias tentativas e nada!
Tive mesmo que rasgar o esboço do meu desenho em pedaços pela janela,
O vento nordeste os levou para o céu,
Mais além do horizonte azul,
E chegou ao Hemisfério Norte,
Cruzou a Europa, cruzou a Ásia e chegou ao Japão,
Chegou a Shizuota e Yamanashi, junto ao Monte Fuji
E seu esboço começou a ganhar vida
E a estrela te deu brilho, energia e vida
E entre os nove habitantes do mar celestial você surgiu:
Riyu Tyango, o astro do dragão, o cara escolhido pra ser meu amigo!
Você veio do outro lado do mundo pro meu país numa velocidade da luz,
Pousou no Emissário Submarino
Na praia do José Menino
E se instalou na tenda do Tōkyō Space
Onde você ficou com seus conterrâneos por poucos dias.
Tive que ir até o Emissário
Só pra te procurar.
Fui ás praias do Boqueirão, Gonzaga e José Menino
Até que encontrei o Emissário Submarino
E encontrei o Tōkyō Space e fiquei maravilhada,
Doida pra vê-lo pessoalmente.
Mas ao chegar lá, você partiu pro mar celestial
E me deixou sozinha
E só o que restou no Emissário
Foi a tenda do Tōkyō Space semi-fechada
Junto às poças d'água do que sobrou da chuva e do vento.
Mas você deixou no Emissário
Junto ao mar
Um tesouro azul seu que jazia em seu pulso:
Um prisma azul que eu guardo no meu coração e comigo;
Um prisma azul do mar celestial.
Nem a distância acaba com nossa amizade nem com sua bela aparência jovem
E muito menos o brilho e a energia azul positiva do teu mar celestial,
Porque nossa amizade entre mim e você, sua linda aparência, o brilho e a energia azul
Serão eternizados nos versos do meu poema e do poema de seus conterrâneos.
Enquanto houver o mar celestial no horizonte azul,
Minha estrofe viverá e vida irá te dar
Pois no mar celestial lá está você,
Brilhando como uma estrela brilha e há de brilhar.




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Trívia:

Primeiro poema/conto/tema livre com o personagem Riyu Tyango, criado no final de 1991 a partir do hit asiático "Jungle (Sussa!)". O personagem nipônico (que além de animar as pistas de dança e fazer sucesso no Japão conforme diz a concepção criada em 1992 também brilha como um astro do dragão), com sua bela aparência jovem que lembrava o personagem Bun ("Gô" na dublagem brasileira, mas o chamamos originalmente de Bun) da série super sentai "Chōsinsei Flashman" (TV Asahi, 1986-1987, 50 episódios) e o ator japonês que o interpretou, Jo Ishiwatari (que encantou os telespectadores como ator desde o fim da era Shōwa até 1995, quando a carreira de ator entrou em decadência), foi criado por mim por três motivos: escrever um livro sobre ele e seu lance com sua Samai para dá-lo a Ari Mitsuo Uno (que trabalhou no Banco do Brasil em Santos naquela época), gravar três volumes do primeiro audiolivro da minha autoria no formato cassete (gravado em 26 de janeiro de 1992) e, dois anos depois, escrever um conto/história/conceito (escrito em 25 de novembro de 1994) voltado ao público japonês que, embora elogiasse esse personagem e seu conto, reclamava da falta de um japa nas pista de dança e no mar celestial.



Jo Ishiwatari nasceu em Tōkyō, Japão, em 11 de fevereiro de 1967 (tem 46 anos hoje) e foi ator de filmes e séries da TV entre 1985 e 1995. Seu famoso papel é de Bun/Blue Flash, da série Choushinsei Flashman, que o tornou famoso. Hoje vive com sua mulher e filhos em Tōkyō.




O conceito original deste conto poético, escrito em 25 de novembro de 1994, falava do mesmo personagem que veio para arrasar nas pistas de dança junto com os amigos e animar a galera dance music dos anos 90. O enredo só foi descoberto por mim quase 20 anos mais tarde, quando dei umas alteradas no tema, reescrevi o conto poético e aí surgiu um conto diferente, combinando a ideias do meu conceito para um tema livre do mesmo título.

O Tōkyō Space, fundado no final dos anos 80 (e voltado aos fãs de tokusatsu em geral), existe até hoje e tem seu próprio site: http://www.tokyospace.com.br/ Em 1992, o Tōkyō Space esteve aqui em Santos (São Paulo) - e mais exatamente no Emissário Submarino na praia do José Menino - com o circo-show Choushinsei Flashman e Spielvan (ou Juspion 2) - daí uma fonte de inspiração para este conto. Enquanto isso o Emissário Submarino é aberto ao público. É no Emissário onde tem o Monumento Tomie Ohtake, que também celebra o aniversário da imigração japonesa no Brasil, que ocorreu em 18 de junho de 1908.

Os três volumes do audiolivro Riyu Tyango em fita cassete se perderam no lixo em 1994, só sendo adaptados e ressuscitados para o conto/poema/tema-livre, aqui disponível no formato Mp3 e também nos formatos Rich Text e PDF (formatos livro e e-book) - junto com todos os contos e temas-livres anteriores e seguintes - neste blog pra baixar, ler, ouvir e curtir.