sábado, 7 de setembro de 2013

A Floresta de Esmeraldas: O Despertar

Em 1985, Tommy Markham (Tome), o filho de um engenheiro estadunidense (Bill Markham) raptado por indígenas (o povo invisível) havia dez anos (e perdido numa floresta amazônica), perdeu seu pai, vítima da destruição da hidrelétrica, onde estavam (e ainda estão) o local distante, onde exatamente estão as esmeraldas.
Trinta anos depois, em 2015, os índios nos deram a esmeralda, a pedra preciosa sagrada que, quando usado para nos tornarem invisíveis aos inimigos que querem nos atacar, lhe serve de "arma sagrada e invisível" para nossa defesa. 
A história começa na Amazônia, localizada na Região Norte do Brasil, onde está a idílica Floresta de Esmeraldas, onde vive o povo indígena, autodenominado "povo invisível" graças ao pó de esmeraldas, usadas no ritual xamânico indígena. Murilo Carvalho, um amante da natureza, viajou de São Paulo até Manaus para um passeio em plena selva amazônica. Ao chegar lá, descobre uma floresta aparentemente idílica, com lagoa e cachoeira cristalina de tirar o fôlego. E numa lagoa cristalina, Murilo viu uma mulher nadando nua, sem roupa nenhuma, esbanjando sensualidade enquanto ela nadava debaixo d'água. Era Itanayá, filha de Tome e de uma bela mulher indígena (Itanayá era de parentesco caucasiano e indígena), disposta a ajudar Murilo (que se encantou com uma garota) nesse lance. Itanayá acabava de sair da lagoa cristalina e vestia seus trajes quando Murilo a conheceu. Murilo perguntou como ela se chamava e ela respondeu:
"- Meu nome é Itanayá, filha de Tome e de Nara. Meu pai é branco e minha mãe é indígena. Eu sou filha do sol e das águas refletidas pela luz que cintilam com um brilho. Você está à procura da esmeralda?"
"- Estou - disse Murilo.
Não foi preciso muito tempo para que Murilo fosse conduzido por Itanayá na aldeia do povo invisível como visitante. Lá, os índios receberam o visitante Murilo com boas-vindas e o orientaram com o oráculo xamã indígena, dizendo as seguintes palavras ditas por um pajé da região:
"- Murilo, hoje você vai conseguir o que você quer: vai encontrar a preciosa esmeralda no lugar em que você vai achar. É lá onde colhemos os estilhaços de esmeralda para produzir o pó para nos manter invisíveis - conforme seguimos as instruções do nosso ritual xamãnico - para que o povo feroz não nos veja. Quando você encontrar a esmeralda, você fará dela seu tesouro e seu amuleto e, se esses bandidos agirem com você, use sempre a esmeralda. Ela será um talismã pra você."
Murilo, ajudado por Itanayá, vai às minas de esmeralda (exatamente aonde tinha a usina hidrelétrica que já foi destruída há três décadas). Enquanto Itanayá se cobria de pó de esmeralda para se tornar "invisível" e acabar com os ferozes (Itanayá também tinha dons de usar o pó de esmeralda para rituais xamânicos indígenas e era encantadora da flor vitória-régia), Murilo cumpriu o que o pajé tinha previsto: encontrou a esmeralda mais preciosa da Amazônia! Então Murilo saiu da mina, fugiu com Itanayá para um lugar bem seguro e foi com ela até a aldeia, mas o mesmo não aconteceu com os índios do povo feroz: ao menos 35 índios cruéis foram esmagados pela avalanche de rocha pesada.
Na aldeia, Murilo agradeceu ao pajé e ao pai de Itanayá, Tome, por ter encontrado a esmeralda. O pajé abençoou Murilo com as seguintes palavras:
"- Que o seu único Deus abençoe você e que com as bênçãos da natureza você seja mais corajoso. Vá. E seja feliz."
E assim Murilo deixou a floresta - e Itanayá, sua companheira de aventuras - e, muito satisfeito, voltou de Manaus para São Paulo são e salvo com sua esmeralda que também lhe serviu de amuleto para muitas bênçãos divinas e fez da esmeralda um tesouro, algo milagroso que veio da Amazônia. Enquanto Murilo olha para a esmeralda no fim da tarde em São Paulo, na Amazônia, em plena lagoa cristalina em noite de lua cheia, vimos Itanayá mergulhando nas águas da lagoa, nadando nua embaixo d'água, aproveitando o encanto e a magia das águas da lagoa junto à floresta esmeraldada. 



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Trívia:

 
A esmeralda é a mais nobre das pedras preciosas, altamente apreciada como gema e o preço por quilate a coloca entre as pedras mais valiosas do mundo e elas são úteis pois ajudam a identificar a gema e podem indicar sua procedência. A etimologia da palavra "esmeralda" pode provir do grego smaragdos e do hindu antigo, de significado "pedra verde". Em hebraico, também é chamada de nophekh pois de acordo com a Bíblia (no capítulo 28 versículo 10 do Livro do Êxodo) a esmeralda representa a Tribo de Rúben (a esmeralda, junto com as outras 11 pedras preciosas, representam as 12 tribos de Israel). Há muitas referências sobre a esmeralda na cultura popular, incluindo a menção da palavra "esmeralda" do Prisma Flash de Green Star (Luna Viridis Smaragdi) - como na série Supernova Flashman e também no filme britânico The Emerald Forest (1985), a qual baseia o conceito e este conto.


O conceito baseado no filme com o mesmo nome, "A Floresta de Esmeraldas", foi criado e escrito por mim no dia 20 de fevereiro de 1996 e originalmente falava de turistas que recebiam ajuda de ninfas da floresta (Murilo foi incluído nesse conceito). Mas o rascunho daquele conceito fui eu que engavetei em março de 1998, só tirando da gaveta no início de setembro deste ano. 

Dos personagens desse conceito, só Murilo e o cenário da floresta sobreviveram e Murilo passou por uma transformação: de bandido do conceito virou mocinho e heroi deste conto. Para este conto, uma nova personagem, a bela e sensual Itanayá, foi criada. E assim foi criado este conto (e também esta sequela), A Floresta de Esmeraldas: O Despertar, cujos temas são descoberta de uma joia rara, milagres amazônicos, natureza, ecologia e amizade, além de ambientalismo e ecologismo. 

Este conto estabelece que, assim como na prequela de 1985, os índios "invisíveis" da Amazônia utilizam um pó a base de esmeraldas para supostamente adquirirem o poder da invisibilidade, mesmo que as esmeraldas estejam em um local distante.